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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Pesquisa comprova uso do sisal como fungicida e xampu anticaspa
O sisal produzido na Bahia está prestes a passar por uma grande transformação, com o aproveitamento integral da fibra e a incorporação de novos usos para o produto, como xampu contra caspa, remédio para doenças de pele, acaricidas e ração animal. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) está desenvolvendo um projeto em parceria com outras instituições para reestruturar toda a cadeia produtiva e entre as ações, além de um maior aproveitamento do sisal, está o uso de máquinas mais eficientes e produtivas para os produtores.
Os Secretários estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, e de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Eduardo Salles, estiveram nesta quarta-feira, 25, nos municípios de Conceição do Coité, Santa Luz e Valente, na região do sisal, para conhecer alguns tipos de máquinas para avaliar qual melhor se adapta à iniciativa. Eles foram acompanhados de técnicos das duas secretarias e também da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Senai/Cimatec, instituições parceiras no programa junto com a Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O Secretário Paulo Câmera destacou a importância da união entre as secretarias estaduais para fortalecer o trabalho que vem sendo desenvolvido. Segundo ele, a partir da visita vai se estabelecer um modelo de produção que possa não só aumentar o volume que hoje é processado, mas desenvolver novos usos para a fibra. “Já temos tecnologia para essa transformação”, garante o secretário.
Pesquisa com sisal - O Brasil é o maior produtor de fibra de sisal no mundo, com um volume estimado em 119 mil toneladas por ano. O produto garante o sustento de aproximadamente 700 mil pessoas em 75 municípios na Bahia, estado onde é produzido 95 % do sisal brasileiro.
A fibra crua de sisal na Bahia é obtida por desfibramento a seco, usando máquinas itinerantes operadas por motor. O resíduo desta operação contém suco de sisal, mucilagem e bucha de campo. A fibra acabada de sisal representa somente 4% do peso da folha desfibrada, portanto, mais de 95% do peso não é geralmente aproveitado. Este resíduo é deixado no local do cultivo entre as fileiras de sisal.
Visando aproveitar melhor esse resíduo, a Secti encomendou um estudo para a Embrapa e Unesp, que comprovou a eficácia de novos usos de produtos de sisal em aplicações agrícolas, veterinárias e farmacêuticas. A pesquisa indicou o uso potencial do suco do sisal como fungicida, inseticida, carrapaticida e antioxidante para alimentos e cosméticos.
Os pesquisadores comprovaram ainda a aplicação em xampu para caspa e doença de pele e creme para candidíase. Está em estudo ainda a possibilidade de o suco do sisal servir contra os ácaros que contaminam as frutas cítricas.
Além disso, a fibra do sisal pode ser usada na indústria automobilística, nos eletro-eletrônicos, em móveis e construção civil, além de servir para ração animal e produção de etanol.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
EcoSport desenvolvido na Bahia teve lançamento mundial no Brasil e na Índia nesta quarta, 4
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| Lançamento mundialmente nesta quarta, no Brasil a solenidade foi em Brasília |
Criado no Centro de Desenvolvimento do Produto da Ford em Camaçari, na Bahia, o EcoSport 2012 de nova geração foi lançado mundialmente nesta quarta-feira (4), no Brasil e na Índia. No Brasil, a solenidade ocorreu no Centro de Convenções Brasil, em Brasília (DF) com as presenças do governador Jaques Wagner, secretários James Correia (Indústria e Comércio) e Carlos Martins (Fazenda), além de executivos da Ford.
A fábrica da Ford em Camaçari liderou a criação de design e engenharia do novo EcoSport, o primeiro carro global de passageiros ‘One Ford’ desenvolvido na América Sul. O modelo será vendido para toda América Latina. O automóvel, que entra no mercado em junho deste ano, será comercializado também nos Estados Unidos e em outros países.
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| Vincos e visual afilado dão o tom no protótipo |
Segundo o presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, a proposta do EcoSport é atender cerca de 100 mercados globais. O objetivo da Ford é alcançar com o utilitário esportivo os grandes mercados emergentes globais.
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| Modelo é a arma da Ford para enfrentar a concorrência, que tem Renault Duster e Hyundai Tucson no segmento |
De acordo com Oliveira, a unidade em Camaçari é um dos oito centros de excelência da Ford no mundo. O centro conta com mais de 1.200 engenheiros e designers que utilizam arte e tecnologia, incluindo avançadas ferramentas de design e engenharia baseadas em computação (CAD/CAE), para o desenvolvimento de veículos.
O secretário James Correia destacou que o setor automotivo é o quarto maior segmento industrial da Bahia, que representa 8,9% da produção da indústria de transformação e o quinto maior produtor nacional em 2010.
Para ampliar a produção da unidade de Camaçari, a Ford inaugurou, em dezembro de 2011, a pedra fundamental da primeira fábrica de motores do Nordeste. O investimento de R$ 400 milhões vai ocupar um espaço de 24 mil metros quadrados e terá capacidade para produzir 210 mil motores por ano.
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| Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, foi inaugurado em 2001 |
O Complexo Industrial Ford Nordeste em Camaçari, na Bahia, foi inaugurado em 2001 com um investimento de US$1,9 bilhão e se tornou um exemplo de produtividade. Com capacidade para montar 250 mil carros por ano (912 por dia), a fábrica responde por cerca de 6,5% da produção brasileira de automóveis e exporta aproximadamente 20% do seu volume.
A fábrica de Camaçari mudou o padrão histórico de concentração da indústria automotiva nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Com 8.800 empregos diretos e cerca de 90 mil indiretos, ela impulsionou a industrialização e o crescimento econômico de todos os setores da região, praticamente dobrando o seu produto interno bruto.
Mais de R$2,8 bilhões do investimento total de R$4,5 bilhões anunciado pela Ford para o período de 2011 a 2015 destinam-se à região Nordeste. Esses recursos serão aplicados no aumento da capacidade de produção da unidade para 300 mil veículos por ano, além de aprimoramentos na engenharia e processos de manufatura para a produção do novo modelo global.
Antes e depois
No alto, à esquerda, o EcoSport lançado em 2003, apenas com motores a gasolina e até uma (hoje impensável) versão 1.0; a plataforma era a do atual Fiesta Rocam. Posteriormente o modelo ganharia opção de tração 4x4 e motores flex. O carro vermelho mostra a primeira reestilização, que deixou o EcoSport mais agressivo.
Abaixo, dois exemplares do carro que ainda pode ser encontrado nas lojas, com a dianteira imitando um Land Rover.
História do EcoSport
O Ford EcoSport foi lançado no Brasil em 2003, com a original proposta de ser um "jipinho urbano": capaz de rodar bem na cidade e ao mesmo tempo conferir um caráter de "aventureiro" a seus donos. Também surfou na onda dos carros "altinhos", adorados pelas mulheres. A mania dos "off-road light", do tipo Volkswagen CrossFox, serviu para chancelar o EcoSport (desde sempre com estepe na tampa traseira) como um modelo mais autêntico e permitiu que entregasse mais de 750 mil unidades em quase nove anos de mercado.
A inspiração era no norte-americano Ford Escape, mas a plataforma era a mesma do atual Fiesta Rocam, e a primeira geração colocionou críticas quanto a acabamento, ruídos e desempenho (chegou a haver uma versão com o malsucedido motor 1.0 sobrealimentado). Em 2004 estreou a versão com tração 4x4.
O primeiro facelift foi em 2007, deixando o modelo mais agressivo visualmente e corrigindo problemas internos - mas então o jipinho já era um sucesso.
O segundo facelift, de 2009, estampou o nome do modelo acima da grade frontal, como se fosse um mini-Land Rover. Mas desde quando a Ford apresentou o New Fiesta sedã à imprensa brasileira, em meados de 2010, já se sabia que um novo EcoSport, muito mais moderno e baseado na nova plataforma global, aposentaria o atual jipinho.
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| Ford Escape no Salão Los Angeles 2011 |
A primeira pista do design veio com o conceito Vertrek, mostrado no Salão de Detroit 2011 e posto em prática na nova geração do Escape, exibida no Salão de Los Angeles em novembro último.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O meio ambiente agradece: a partir de janeiro, Diesel S-50 e Arla 32 para todo o país
A partir de janeiro de 2012, a Petrobras ampliará o fornecimento do Diesel S-50 – diesel com baixo teor de enxofre, para todos os estados brasileiros. O combustível, que começou a ser distribuído gradativamente a partir de janeiro de 2009, será disponibilizado em todo o país para a nova frota de veículos com tecnologia P7, que serão produzidos a partir de 2012. A fase P7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve – estabeleceu níveis de emissões veiculares mais baixos, que requerem uma tecnologia mais sofisticada nos motores.
O Diesel S-50 estará disponível inicialmente em mais de 900 postos de serviços Petrobras em todos os estados, permitindo ao caminhoneiro planejar sua viagem abastecendo exclusivamente em postos Petrobras. A Companhia também fornecerá o Arla 32, uma solução de ureia utilizada nos novos veículos pesados a diesel para redução de emissões. A Petrobras Distribuidora comercializará o Arla 32 com a marca Flua em sua rede de postos.
O meio ambiente agradece
O uso do Diesel S-50 nos novos motores resultará na redução de, no mínimo, 80% da emissão de material particulado; e o uso do Arla 32 permitirá reduzir em até 98% a emissão de NOx (óxidos nitrosos), um dos gases de efeito estufa.
A Petrobras investe continuamente na melhoria da qualidade dos combustíveis. Entre 2005 e 2010, foram investidos R$ 32,8 bilhões para modernizar seu parque de refino, sendo R$ 16,6 bilhões para a produção do diesel de baixo teor de enxofre. Entre 2011 e 2015, ainda serão investidos R$ 29,2 bilhões na modernização das refinarias, sendo R$ 21,8 bilhões no programa de qualidade do diesel. Em 2013, a Petrobras disponibilizará o Diesel S-10, com teor de enxofre ainda menor.
Atualmente o Diesel S-50 é produzido nas Refinarias de Paulínia (Replan) e Henrique Lage (Revap), em São Paulo; de Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro; e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais. A partir do primeiro trimestre de 2012, também será produzido nas Refinarias de Capuava (Recap), em São Paulo; Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; e Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná.
A Petrobras também investiu mais de R$ 105 milhões na unidade de produção do Arla 32 em sua fábrica de fertilizantes em Camaçari, na Bahia. A produção em escala comercial teve início em outubro de 2011 com capacidade de 63 mil m3 e chegará a 200 mil m3 em outubro de 2012.
Histórico
O Diesel S-50 começou a ser distribuído, a partir de janeiro de 2009, para as frotas de ônibus das regiões metropolitanas do estado de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos), da região metropolitana do Rio de Janeiro, dos municípios de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador.
Em maio de 2009, passou a ser comercializado nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza e Recife para todos os veículos movidos a diesel.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Empresas que querem se instalar no Parque Tecnológico da Bahia têm até o dia 16 para se inscrever
As empresas interessadas em se instalar no Parque Tecnológico da Bahia, previsto para ser inaugurado no início de 2012, têm até o dia 16 deste mês para se inscrever no edital disponível no site www.secti.ba.gov.br.
A chamada pública é voltada para empresas e instituições que tenham interesse em desenvolver atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação no TecnoCentro, o prédio central do Parque Tecnológico.
Caso sejam selecionadas, elas poderão ficar no espaço por até quatro anos, pagando uma taxa e mais as despesas decorrentes das atividades.
A chamada pública é voltada para empresas e instituições que tenham interesse em desenvolver atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação no TecnoCentro, o prédio central do Parque Tecnológico.
Caso sejam selecionadas, elas poderão ficar no espaço por até quatro anos, pagando uma taxa e mais as despesas decorrentes das atividades.
Vale Fertilizantes realizou evento especial para Exército e Sindicato dos Produtores de Explosivo
| Cristiano Lima: capacidade para atender todo o crescimento do mercado no Brasil |
A Vale Fertilizantes realizou uma apresentação especial dos seus complexos industriais de nitrato de amônio na Baixada Santista para representantes do Sindicato dos Produtores de Explosivo (Sindex) e do Exército. O intuito do encontro foi mostrar um panorama e previsão de mercado, além de demonstrar a preocupação da companhia com as práticas de segurança que envolvem a produção e o transporte deste produto.
De acordo com o gerente-geral de Vendas de Produtos Químicos da Vale Fertilizantes, Cristiano Lima, a Vale pretende instalar até 2016 uma nova unidade de produção de ácido nítrico para suportar o crescimento do segmento de nitrogenados químicos. Além disso, ampliará a capacidade de ensaque, armazenagem e carregamento a partir de 2013. Dessa forma, a empresa terá plena capacidade de atender todo o crescimento do mercado no Brasil”, afirma o gerente.
Atentos à segurança
O nitrato de amônio – produzido no Complexo Industrial de Piaçaguera e no Complexo Industrial Cubatão, ambos na Baixada Santista – exige um sistema especial de segurança desde a produção até o transporte. Para garantir que não ocorram acidentes dentro da unidade operacional, a empresa possui um sistema de intertravamento, que garante as condições naturais de segurança da planta, interrompendo o processo quando se identifica variáveis não determinadas no planejamento. Além disso, a Vale Fertilizantes conta com o Gerenciamento de Segurança em Nitrato de Amônio (GSNA), sistema bem estruturado que reúne a equipe mensalmente para discutir os processos e já treinou 2.575 empregados nos últimos três anos.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Ministra do Planejamento nega transferência do PAC para a Casa Civil
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, negou nesta quinta-feira (8) que o governo queira transferir da sua pasta para a Casa Civil a gerência das obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Conforme a manchete desta quinta do jornal O Estado de S. Paulo, a presidente Dilma estaria insatisfeita com o ritmo do programa, considerado fundamental para manter aquecida a economia, que parou de crescer no terceiro trimestre.
- Como o porta-voz já informou hoje [quinta-feira] cedo, a Presidência não tem intenção de transferir a coordenação do programa para nenhum outro lugar - disse a ministra, em entrevista ao fim de audiência pública na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI).
A reportagem foi mencionada inicialmente pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que foi o propositor do debate, junto com o senador Walter Pinheiro (PT-BA). De acordo com a manchete do jornal, a presidente Dilma quer reforçar o perfil técnico da Casa Civil, comandada por Gleisi Hoffmann, que se licenciou do Senado para exercer o cargo. Ao mesmo tempo, a medida permitiria desafogar a pasta do Planejamento, que responde pela elaboração e acompanhamento da execução dos orçamentos.
A audiência foi programada para que a ministra falasse exatamente sobre a evolução do PAC 2, iniciado esse ano. O programa computa investimentos em obras de grande porte, que potencializam o crescimento econômico e social, inclusive os das empresas estatais e do setor privado. Ela disse que o PAC está evoluindo bem no ano acumulando até setembro quase R$ 144 bilhões em desembolsos, o que representa 15% da previsão para o período 2011/2014.
Quanto ao ritmo de execução, ela disse que aumentou em 66% entre junho e setembro, com volume de pagamento superior em 22% na comparação com igual período do ano passado, com semelhante percentual para os empenhos (efetivo compromisso de realização de despesa orçamentária). A ministra disse que os investimentos do governo no PAC são fundamentais para o país manter o crescimento.
- O Brasil está em posição privilegiada para enfrenta a crise internacional, como aconteceu em 2008 e 2009. Agora, de novo, estamos preparados para realizar investimentos que são geradores de emprego e sustentar o crescimento da nossa economia - afirmou.
Hidrovias
Senadores da base governista e também de oposição aproveitaram a presença da ministra para cobrar atenção para investimentos do PAC já programados para seus estados ou mesmo pedir a inclusão de novos projetos. Integrantes das bancadas do Centro-Oeste e do Norte foram enfáticos ao abordar a necessidade de eclusas e outros tipos de obras para que voltem a ser navegáveis rios que receberam barragens para a produção de energia hidroelétrica.
- Não nos tirem o direito de ir e vir em nossos rios - apelou o senador Vicentinho Alves (PR-TO), destacando a importância das hidrovias para o transporte intermodal.
Uma dessas obras se refere ao derrocamento (remoção de rochas) do Pedral do Lourenço, no leito do Rio Tocantins, 40 quilômetros acima da barragem do Rio Tucuruí, onde já foi construída uma eclusa. A ministra confirmou que o governo discute com a Vale, maior empresa brasileira e líder mundial no setor de mineração, proposta para que esse investimento seja realizado pela companhia.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Alstom inaugura na Bahia sua primeira fábrica de aerogeradores da América Latina
| Jaques Wagner: a Bahia vai se consolidar no setor eólico |
A Bahia ganhou nesta quarta-feira (30) mais um aliado para o desenvolvimento do setor eólico, com a inauguração da primeira fábrica de aerogeradores da empresa francesa Alstom na América Latina, no Pólo Industrial de Camaçari. A cerimônia contou com a presença do governador Jaques Wagner, do presidente da Alstom no Brasil, Philippe Delleur, e do vice-presidente no Brasil, Marcos Costa, além de outros executivos da empresa.
A Alstom investiu cerca de R$ 50 milhões na planta, que tem capacidade de produzir 300 megawatts por ano, o suficiente para abastecer uma cidade como Feira de Santana, com 600 mil habitantes. Apesar de sua inauguração ter ocorrido nesta quarta, a multinacional começou sua atividades no início deste ano, ao equipar o primeiro parque eólico de Brotas de Macaúbas. Por meio da empresa serão criados 150 empregos diretos e 500 indiretos.
Segundo o presidente da multinacional Philippe Delleur, a nova unidade faz parte da estratégia da empresa de reforçar a matriz enérgica de países em desenvolvimento. A nova fábrica realizará a montagem das turbinas Eco 86, adaptadas às condições de médio e alto vento e à diversidade geográfica da região. Na planta também serão fabricadas as turbinas Eco 100, que possuem mais de 350 MW instalados.
| Capacidade para abastecer uma cidade como Feira de Santana |
Além da Alstom, também está instalada na Bahia, em Camaçari, outra fábrica de aerogeradores, a Gamesa, inaugurada em julho deste ano. Ainda estão previstos para a Bahia mais 52 projetos de energia eólica.
Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, os empreendimentos somam aproximadamente R$ 6 bilhões em investimentos e têm previsão de gerar entre 400 e 600 empregos na fase de operação. Quando os parques estiverem operando vão acrescentar cerca de 1.418 MW à rede elétrica. A estimativa é que até setembro de 2012, 18 parques estejam em pleno funcionamento.
Segundo maior estado em potência contratada nos leilões de energia eólica
As usinas eólicas foram contratadas nos Leilões de Fontes Alternativas e no Leilão de Energia de Reserva, realizados pelo governo federal em 2009, 2010 e 2011. A Bahia é o segundo maior estado em potência contratada nos leilões de energia eólica, alcançando 24% de todos os projetos que foram vendidos no Brasil.
| Phillipe Delleur: a Bahia foi escolhida por ser o segundo maior potencial eólico do Brasil |
Ele afirmou também que o governo pretende atrair para Bahia fábrica de nacelles. "Dessa forma, o estado vai se consolidando no setor eólico. Temos nos esforçado para desenvolver nosso estado ainda mais, com atração de empresas e investimentos".
Primeiro parque eólico
Até o final do ano, entra em operação o primeiro parque eólico da Bahia, instalado na cidade de Brotas de Macaúbas, na Chapada Diamantina. Cada um dos 57 cata-ventos gigantes que formam o parque tem 80 metros de altura. Os equipamentos vão aproveitar a força dos ventos e produzir eletricidade suficiente para abastecer uma cidade com mais de 200 mil habitantes.
A meta estadual é que sejam implantados outros 51 parques eólicos.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Da Bahia para São Paulo, empreendedor mostra como construir uma história de sucesso
A pesquisa mundial, produzida pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM) em abril deste ano, apontou que o Brasil tem a maior taxa de empreendedores iniciantes do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) e do BRIC (países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Isso comprova que os brasileiros não ficam esperando por uma boa colocação no mercado de trabalho apenas como empregado. As pessoas estão atentas às necessidades e inovações ligadas ao empreendedorismo, e a partir daí, abrem o seu próprio negócio (micro, pequena, média ou grande empresa) em busca de novas oportunidades de crescimento profissional.
Nesse perfil encontra-se o empreendedor Weliton Nascimento, formado em Direito, Contabilidade e Administração. Nascido em Ilhéus, ele chegou a São Paulo no ano de 1986, para trabalhar como operário de obra numa pequena indústria de pré-moldados. “Percebi minha oportunidade, quando o Departamento Pessoal da construtora precisou de um datilógrafo. Eu sabia ‘catar milho’, mas logo me candidatei e fui ficando. Daí comecei a aprender datilografia e as rotinas de recursos humanos”.
Com o passar do tempo, realizou três cursos universitários para adquirir conhecimentos na área e crescer profissionalmente. Em 1996, veio uma nova chance, passou a recrutar e terceirizar mão de obra para o próprio patrão. Para isto, assumiu uma pequena empresa de consultoria em RH.
O negócio deu tão certo que passou a atender algumas pequenas construtoras. Tropeços à parte, em 1997, fundou a AREZZA. A consultoria surgiu na cidade de São Paulo, prestando serviços de administração de cargos e salários; recrutamento e seleção de pessoal e locação de mão de obra, tanto temporária como CLT.
Para vencer, Nascimento conta que sua estratégia foi ter persistência e ir atrás de seus objetivos. “Em 1986, queria uma oportunidade melhor de emprego, então me mudei para São Paulo, e hoje mantenho uma empresa com mais de 7 mil colaboradores”, revela.
A AREZZA tornou-se um fenômeno empresarial, capaz de crescer em média mais de 20% ao ano. “Nossa empresa é reconhecida como exemplo de consultoria de RH, se destacando ao lado de outras, em um mercado no qual muitas não se firmam e quebram. Crescemos sem capital estrangeiro e com investimentos essenciais permanentes próprios”, garante o empreendedor.
Diferenciais como pagamento dos direitos trabalhistas para diversas categorias, sede própria, aplicações financeiras, campanhas publicitárias e novas formas de gerenciamento fizeram da Arezza RH uma das melhores empresas do setor. Exemplos como este devem ser mostrados e seguidos, “mas sua efetividade necessita de planejamento para manter o sucesso, pois a cada dia surgem novos empreendedores no Brasil, com metas e sonhos”, aconselha Nascimento.
Com 14 anos de história, a empresa de Weliton Nascimento é um desses casos, por isso conquistou em 2010, o Prêmio Top of Quality, criado pela O.P.B. – Ordem dos Parlamentares do Brasil.
Em 2011, é forte candidata para o prêmio Latin American Quality Awards.
Siga-nos no http://twitter.com/@linkportal
Arezza Recursos Humanos
(www.arezza.com.br)
Fundada em 1997, a Arezza fornece consultoria em Recursos Humanos, oferecendo serviços de recrutamento, seleção, contratação e administração de mão de obra efetiva (CLT), temporária ou terceirizada, além de promover a capacitação operacional, técnica e especialista e, ainda, gerenciar processos de outplacement e downsizing.
Nesses 14 anos de existência já é responsável por mais de 1 milhão de contratações pela construção civil, varejo, serviços gerais, segurança e agronegócio. Recentemente criou uma divisão especializada em cargos de alta gerência e diretoria, por meio de head-hunting. Seu moderno sistema de administração coordena seu contingente de 5.500 trabalhadores, pela Internet, 24 horas.
Seus processos de contratação seguem todas as normas trabalhistas vigentes no País, bem como, as convenções coletivas de cada sindicato. Por seu mérito e atuação, recebeu, em 2010, o Prêmio Top of Quality, criado pela O.P.B. – Ordem dos Parlamentares do Brasil.
Possui escritórios nas principais capitais brasileiras e uma filial em Orlando (EUA). Cerca de 10% das 500 maiores empresas nacionais utilizam suas unidades de negócio.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Final de ano: empresas apostam em eventos de confraternização.
O final do ano está chegando, e as empresas começam a planejar suas festividades de encerramento das atividades de 2011. Veja as dicas que Clarice Pereira, coordenadora da LINK Portal da Comunicação, dá para que sua empresa fortaleça a imagem junto ao seu público interno e externo.
O ano de 2011 está acabando! Junto com ele vêm as duas festividades mais esperadas: o Natal e o Réveillon. No meio empresarial, as empresas preparam eventos de confraternização internos, com o objetivo de homenagear e agradecer seus colaboradores, além de fortalecer a relação com os clientes e prospectar novos.
Para Clarice Pereira, jornalista especializada em Marketing e coordenadora da LINK Portal da Comunicação, os eventos de confraternização são práticas cada vez mais frequentes no meio empresarial. “A maioria das pessoas passam mais tempo no trabalho do que em qualquer outro lugar. Alguns colegas viram amigos, outros ainda não se conhecem muito bem, por isso é importante um momento de descontração e diversão.”, afirma.
Para a coordenadora da LINK, preparar eventos de confraternização significa fortalecer a imagem da empresa com o público interno e externo. “Internamente, são dirigidos aos funcionários da empresa. Podem ser realizados almoços, cafés da manhã, excursões com o objetivo de promover a integração dos colaboradores.”, afirma Clarice. Já externamente, o objetivo é fortalecer a relação com os clientes, os parceiros, os fornecedores e até prospectar novos consumidores. “Essas cerimônias abrangem vários tipos de encontro noturno, como jantares, confraternizações dançantes etc.”, completa.
As comemorações de final de ano trazem benefícios para os colaboradores, como o de ampliar a rede de relacionamentos e também para a empresa, que consolida a sua imagem institucional, no entanto, é preciso planejar as ações. “O ideal para atingir o sucesso de um evento corporativo é ter uma equipe preparada para produzir e obter os resultados esperados.” afirma Clarice.
Clarice Pereira faz questão de reforçar a importância do planejamento para a realização dos eventos de confraternização. “Esses tipos de encontros corporativos trabalham com a imagem institucional da empresa e demandam custos. Fazê-los sem prévio conhecimento e com um bom plano de comunicação poderá acarretar em prejuízos maiores e retornos frustrantes”.
A maioria das empresas contrata empresas terceirizadas para realizar o evento. Esses especialistas primeiro realizam um levantamento do perfil do público-alvo a ser atingido, depois elaboram um projeto estratégico para sua formatação. Após isso é feita a divulgação que inclui o envio de teasers, newsletters e e-mails marketing. “É preciso seduzir e convencer o convidado a participar da confraternização”, informa Clarice. Um exemplo de empresa para realizar o seu evento, é a LINK Portal da Comunicação. “Aqui nós trabalhamos desde a concepção, estruturação, logística de atividade até a divulgação e programação”, completa.
Fonte: InformationWeek
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Uma geração conectada, móvel e flexível - saiba mais sobre a geração Y.
Jovens ressaltam a importância do livre acesso às redes sociais, dos dispositivos móveis e trabalho remoto
A tão comentada geração Y é conhecida por escolher uma empresa para se trabalhar não apenas pelo salário que a companhia pode oferecer, mas pelas experiências e planos de carreira prometidos, dentre os demais requisitos. Até ai, nenhuma novidade.
Essa definição, porém, vem se atualizado nos últimos tempos. O desejo dos jovens profissionais de usar mídias sociais, dispositivos móveis e Internet com mais liberdade no local de trabalho também se mostra forte o bastante para influenciar a escolha de futuro trabalho.
Dados de uma pesquisa da Cisco, empresa de tecnologia em rede, revelam que um em cada três alunos universitários e jovens profissionais com menos de 30 anos (33%) priorizariam a liberdade das mídias sociais, a flexibilidade de dispositivos e a mobilidade de trabalho - ou trabalho remoto - em detrimento do salário, ao aceitar uma proposta de emprego. No Brasil, esse número é ainda maior, com 44% de adesão entre os pesquisados.
Outro ponto interessante é que 40% dos universitários 45% dos jovens profissionais aceitariam um trabalho com remuneração mais baixa se tivessem flexibilidade em relação à escolha dos dispositivos, acesso a mídias sociais e mobilidade. E esse é o pensamento de 44% dos estudantes e 59% dos jovens profissionais brasileiros.
Quando o assunto é o acesso às mídias sociais durante o expediente, a expressão "é proibido" parece não soar muito bem aos ouvidos desses talentos. Mais da metade dos universitários no mundo todo (56%) e 74% dos brasileiros afirmaram que se encontrassem uma empresa que não permitisse esse acesso, eles prefeririam não aceitar a proposta de emprego ou aceitariam e buscariam uma forma de contornar essa política corporativa.
Para quem recruta e seleciona os candidatos, fica o alerta: Cerca de dois a cada três universitários (64%) no mundo planejam fazer perguntas sobre as políticas de uso de mídias sociais durante as entrevistas de emprego. No Brasil 90% afirmaram que fariam essa pergunta. Além disso, um em cada quatro no total global (24%) disse que esse será um fator fundamental em sua decisão de aceitar uma proposta. A média no Brasil é de 53% de adesão para essa mesma resposta.
Vale ressaltar também que 42% desses jovens acreditam que as empresas devem ser flexíveis e receptivas quanto à sua necessidade de permanecerem conectados por meio de mídias sociais e sites pessoais.
A importância dos dispositivos móveis
Quando questionados sobre o valor de seus celulares e outros aparelhos móveis, bem como as informações que eles arquivam, metade de todos os entrevistados afirmou que preferiria perder a carteira ou a bolsa do que seu smartphone ou dispositivo.
Quanto ao uso desses aparelhos no trabalho, 71% dos universitários acreditam que a empresa deve permitir também que eles sejam utilizados para fins pessoais (especialmente no que diz respeito às mídias sociais), e esse índice no Brasil é de 86%. A flexibilidade é de uso e de escolha, pois 81% deles desejam escolher o dispositivo que querem comprar e usar para seu trabalho.
Trabalho flexível e remoto
Atualmente, mais da metade dos profissionais (57%) no mundo e 84% dos brasileiros podem se conectar à sua rede corporativa remotamente a partir de alguns locais, mas somente 28% da totalidade de pesquisados e 44% dos brasileiros podem fazê-lo a qualquer momento, de qualquer lugar. No geral, 43% dos jovens consideram que a capacidade de se conectar à rede em qualquer lugar, a qualquer momento, é essencial em seu trabalho.
A ideia do home-office também está presente no pensamento dessa turma. Sete em cada 10 universitários (70%) acreditam que é desnecessário estar no escritório regularmente, com exceção de uma reunião importante. No Brasil, 90% dos estudantes compartilham dessa opinião. Um em cada quatro de todos os pesquisados acha que sua produtividade aumentaria se tivesse permissão para trabalhar em casa ou remotamente.
Sobre a relevância desses números, Sujai Hajela, vice-presidente e gerente geral da unidade Wireless Networking da Cisco, ressalta que a maneira como as empresas abordam essas demandas afetará inevitavelmente sua vantagem competitiva e o sucesso da área de RH. "Não se trata mais de simplesmente uma tendência tecnológica. Trata-se de uma tendência corporativa", disse.
A Cisco ouviu 2 800 jovens (universitários e profissionais) em 14 países, incluindo o Brasil.
Fonte: VocêRH
sábado, 12 de novembro de 2011
O estaleiro catarinense Schaefer Yachts, fabricante de lanchas de luxo, decide instalar unidade na Bahia
Referência no Brasil e no exterior na construção de lanchas de alto padrão, o estaleiro catarinense Schaefer Yachts escolheu a Bahia para implantar a sua nova fábrica, segundo informou a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM). Com um investimento de R$ 36 milhões e previsão de geração de 250 empregos, a unidade será instalada no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Com seis modelos em sua linha de produção, a Schaefer Yachts fabrica lanchas de até 60 pés e seus produtos estão presentes em todo o litoral brasileiro, além de diversos países da América do Norte, América do Sul, Europa, África e Oriente Médio.
Na unidade baiana serão fabricadas lanchas da linha Phantom, modelos 360, 300 e 260, uma série de luxo reconhecida pelo design e desempenho. “A vinda da Schaefer demonstra a confiança e a visão que a empresa tem do potencial baiano na área náutica e do seu emergente mercado”, disse o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.
O estaleiro Schaefer Yachts foi fundado em 1992, em Palhoça (SC), pelo arquiteto naval Márcio Schaefer e nesse período já produziu mais de 2 mil barcos.
De acordo com Marcio, os produtos são totalmente concebidos pela empresa e construídos especialmente para a navegação nos trópicos. “Trata-se da única empresa brasileira do setor com esta característica”, revela.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
RH, jurídico e seguros são as áreas com mais mulheres na diretoria ou gerência
Mudança
De modo geral, avalia a Michael Page, embora ainda sejam poucas as presidentes de empresas do sexo feminino (menos de 10%), já é possível notar uma mudança de perfil nas contratações, com a participação das
A área de finanças, onde a maioria dos cargos de alta gerência e diretoria pertencia aos homens, pode ser citada como um exemplo desta alteração nas contratações. “Atualmente, 40% das vagas no setor são preenchidas com mulheres e, na maior parte das vezes, nas áreas de controladoria, gestão de impostos e planejamento financeiro”, ressalta o diretor de marketing da Michael Page para a América Latina, Sérgio Sabino.
Abaixo, é possível verificar a presença feminina em carogso de diretoria e gerência em dez setores de destaque do mercado de trabalho.
| Presença feminina | |
|---|---|
| Setor | % |
| RH | 67% |
| Jurídico | 59% |
| Seguros | 50% |
| Finanças | 40% |
| Propriedade e Construção | 36% |
| Banking | 33% |
| Vendas e Marketing | 33% |
| Tecnologia | 30% |
| Engenharia | 27% |
| Logística | 21% |
| Fonte: Michael Page | |
Fonte: InfoMoney
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