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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Paulo Paim pede mais atenção ao setor têxtil

Em discurso no Plenário nesta quinta-feira (2), o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou o papel do setor têxtil na economia brasileira.

O senador informou que o setor emprega 1,75 milhão de pessoas em cerca de 30 mil empresas. Só no estado do Rio Grande do Sul, informou Paim, são 9 mil empresas, que garantem a geração de 32 mil empregos.
Paulo Paim informou que recebeu o convite de deputados, senadores, empresários e trabalhadores para participar de uma frente parlamentar em defesa do setor têxtil. 
O senador destacou que a Câmara realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (1º) com objetivo de debater temas de interesse do setor.
Segundo o senador, os empresários do ramo cobram uma reforma tributária urgente e linhas de crédito especiais no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O setor também quer melhor estrutura para desembaraço de produtos têxteis em portos e aeroportos. De acordo com Paim, se houvesse mais incentivo às exportações de produtos têxteis, o setor poderia gerar mais 250 mil empregos.
Paim diz que setor têxtil pode gerar mais 250 mil empregos se houver mais incentivos
O senador também destacou o lançamento do programa Brasil Sem Miséria, que ocorreu de manhã no Palácio do Planalto. O objetivo do programa é tirar 16 milhões de brasileiros da pobreza absoluta.
Paim também anunciou que vai participar de uma reunião nesta tarde com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, para discutir uma alternativa ao fator previdenciário.
- Espero que a reunião avance para uma solução definitiva para pensionistas e aposentados - afirmou.
Da Redação / Agência Senado

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Procon-BA orienta sobre novas regras para cartão de crédito, que entram em vigor nesta quarta (1º)

A unificação das tarifas de cartão de crédito, o aumento do percentual para pagamento mínimo e a estipulação de apenas dois tipos de cartão - básico e diferenciado - são algumas das novas regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que entram em vigor a partir desta quarta-feira (1º) para novos contratos. 
De acordo com a coordenadora de Estudos e Pesquisas do Procon-BA, Flávia Marimpietri, as novas regras possibilitarão maior transparência na relação de consumo. “Direitos já assegurados no Código de Defesa do Consumidor foram reafirmados, a exemplo da proibição do envio de cartões de crédito sem prévia solicitação e do direito à informação, sendo obrigatória a exposição de tarifas cobradas pelas instituições financeiras na internet e nas agências de maneira acessível aos clientes”.
Também passam a existir apenas dois tipos de cartão de crédito - o básico, que tem anuidade menor e deverá ser ofertado obrigatoriamente pelas instituições, podendo o consumidor efetuar pagamentos e parcelamento no ato da compra, e o diferenciado, que dispõe de outros serviços a exemplo de programa de recompensas ou benefícios. No que se refere às tarifas, serão permitidas apenas cinco - anuidade, emissão da segunda via do cartão, pagamento de contas e pedido de urgência na análise para aumentar limite de crédito.
Uma das vantagens é o aumento do percentual para pagamento mínimo, que será feito de maneira gradativa. Agora, o pagamento mínimo da fatura sobe para 15% e a partir de dezembro de 2012, para 20% do valor total.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Fusão Boa Vista Serviços e Equifax

Boa Vista Serviços funde operações com a Equifax do Brasil e assume a gestão, reforçando sua posição como principal empresa de informações comerciais com origem e controle brasileiros



São Paulo (1º de junho de 2011) – A Boa Vista Serviços anunciou hoje que completou a transação para assumir as operações da Equifax do Brasil Ltda.
Além de consolidar sua posição como principal birô de informações comerciais administrado por brasileiros em atuação no País, a empresa amplia significativamente a sua base de dados, que a partir de agora se torna a maior e mais completa, tanto sobre transações comerciais de consumidores quanto de empresas. Esse repertório de informações comerciais e de crédito serve a mais de 1,2 milhão de clientes diretos e indiretos, que efetuam mais de sete milhões de consultas por dia, garantindo suporte instantâneo, idôneo e confiável para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção e fechamento de contratos à vista e a prazo, até a autenticação de transações e prevenção a fraudes.
Dispondo da mais ampla plataforma de soluções para empresas que necessitam de informações para decisão de negócios, a Boa Vista Serviços contará agora, entre seus acionistas, com a Equifax Inc., sediada em Atlanta (EUA) e com presença no Brasil desde 1988. A Equifax Inc. se junta ao grupo de acionistas que fundaram a empresa, em novembro de 2010: Associação Comercial de São Paulo (ACSP), controladora; Associação Comercial do Paraná; Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro; Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre e TMG Capital, este na qualidade de acionista gestor. Com seu ingresso no quadro societário, a Equifax terá um assento no Conselho de Administração.
A negociação foi conduzida pela TMG Capital e a unificação das operações acontecerá sob a marca da Boa Vista Serviços, sinalizando a disposição dos acionistas para acelerar a expansão do negócio, com lançamento de produtos de classe mundial para suportar as mpresas que atendem um dos mercados de consumo de maior desenvolvimento.
Rogério Amato
“A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) conta 116 anos de experiência com as atividades do comércio brasileiro e tem a convicção de que a moderna estrutura societária e empresarial que adotamos para nossa atividade de informações sobre crédito é a resposta que clientes e parceiros precisam”, diz Rogério Amato, presidente da entidade que congrega a atividade econômica na capital paulista e que foi responsável pela instituição do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) há mais de meio século.
Além de reunir diversas forças do movimento associativo do comércio na base de capital da empresa que decidiu criar, a ACSP procurou reforçar a articulação das 2.200 entidades representativas do comércio em todo o território nacional, seus parceiros operacionais na coleta e distribuição das informações sobre transações comerciais, através da Rede Nacional de Informações Comerciais. Desse modo, fica assegurada a presença nacional e, também, a eficácia da maior e mais ampla base de dados do País, de forma a manter a operação competitiva no ambiente de negócios em rápida transformação.
Organizada desse modo flexível e participativo, a Boa Vista Serviços avalia cada transação comercial com isenção e objetividade, consciente de que empresas e consumidores têm interesse comum e se consideram melhor atendidos quando as informações sobre cada negócio é tratada com transparência. Essa confiança é o maior ativo da empresa no atual momento de rápida expansão do mercado.
“Estamos sintonizados com essa verdadeira revolução que mobiliza o crédito em nosso país, agora reforçada com a criação do Cadastro Positivo e a consolidação do comércio eletrônico de massa”, observa Luís Francisco Novelli Viana, fundador e presidente do fundo de investimentos TMG Capital, acionista gestor da Boa Vista Serviços, e presidente do seu Comitê Executivo. “A transação estratégica que une as operações da Equifaxdo Brasil ao nosso negócio garante uma estrutura inigualável, tanto física como tecnológica, para suportar a expansão dos negócios de nossos clientes”.
A junção de dois poderosos bancos de dados que registram transações comerciais entre empresas e, também, destas com pessoas físicas, assegura presença mais ampla da operação resultante no mercado nacional de informações comerciais, que está entre os que crescem mais rapidamente no mundo. Conhecimento, experiência, produtos de sucesso comprovado e segurança financeira completam a base de sustentação para uma nova etapa de expansão, em linha com o desenvolvimento brasileiro.
Com o seu trabalho, a Boa Vista Serviços pretende, acima de tudo, colocar consumidores e empresas do mesmo lado: o do Brasil.

Sobre a Boa Vista Serviços

Administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) é a única empresa do setor com controle nacional. Possui o maior e mais tradicional banco de dados sobre transações comerciais do país e presta serviços de excelência a milhares de empresas e consumidores. Com sua rede nacional de mais de 2,2 mil entidades representativas do varejo, obtém dados das mais diversas regiões do Brasil. Essa base de informações gera poderosas ferramentas para auxiliar o processo de tomada de decisões de negócios, atendendo a empresas de todos os segmentos da economia na velocidade que o mercado requer. A empresa tem compromisso com a sustentabilidade e contribui para a orientação sobre crédito consciente à população, estando já totalmente preparada para o Cadastro Positivo com soluções adequadas para atender essa nova demanda de crédito no Brasil.

Sobre a Associação Comercial de São Paulo (ACSP)
Entidade que reúne as atividades produtivas da cidade de São Paulo desde 1894, a ACSP tem mais de 30 mil associados e combina sua base geográfica de ação, municipal, com atuação nacional sintonizada com a dimensão e prestígio da atividade econômica da capital paulista. Nesse papel, integra a FACESP – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, através da qual a representação do comércio se expressa através de mais de 250 mil associados, que aderem voluntariamente a 420 entidades locais. Lançou o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) na década de 1950, cujas atividades foram incorporadas à Boa Vista Serviços em novembro de 2010.

Sobre a TMG Capital

Fundado em 1997, com sede em São Paulo e escritórios em Curitiba e Nova York, atua como  fundo independente de participações que provê capital, visão estratégica e experiência em gestão para companhias em fase de expansão. Com filosofia de apoiar a construção de empresas, tem 11 investimentos realizados em áreas como saúde, telecomunicações, mídia e serviços financeiros. Seus administradores reúnem décadas de experiência como executivos e diretores de empresas brasileiras e/ou multinacionais, inclusive de capital aberto nas principais bolsas de valores. Este diferencial está presente em todas as participações, de modo a concretizar o princípio orientador do fundo, que é o de construir negócios sólidos, cujas bases de expansão sejam perenes e reais.
Sobre a Equifax Inc.
Tem mais de um século de experiência com informações comerciais. Companhia de capital pulverizado, listada na Bolsa de Nova York (NYSE: EFX), atua nos Estados Unidos e outros quinze países. No Brasil há 23 anos, oferece informações comerciais sobre ativos e passivos de companhias abertas e fechadas, além de informações de crédito.  Administra e fornece informações sobre crédito, detecção de fraudes, ferramentas de marketing e outros serviços, através de instrumentos analíticos e tecnologia própria.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O apagão de engenheiros



Censo de profissionais deve mostrar gargalos na quantidade de mão de obra, que pode ameaçar crescimento

A falta de profissionais das áreas de engenharia e tecnologia pode ameaçar a escalada do crescimento econômico do país. O sinal vermelho foi aceso no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Em parceria com o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), o Mdic vai fazer um censo específico nos estados para identificar a quantidade o perfil dos profissionais de tecnologia. A ideia é montar um banco de dados que poderá ser consultado pelas empresas de acordo com a demanda de pessoal especializado. As entidades de classe querem garantir a oferta de mão de obra, para evitara invasão de estrangeiros no mercado de trabalho.
Os estrangeiros vêm dos países europeus, como a Espanha, dos Estados Unidos, da Ásia e da Argentina. A crise econômica freou os investimentos e provocou uma onda de desemprego nos outros continentes. Como o Brasil tem forte demanda de mão de obra e falta de profissionais no mercado, o Mdic tem recebido oferta de profissionais qualificados do exterior. “A carência de mão de obra ultrapassa a disponibilidade do mercado nacional e não há expectativa para formar profissionais em curto prazo”, confirma Marcos Túlio Melo, presidente do Confea.
Ele adianta que a proposta encaminhada ao Mdic tem como objetivo fazer um censo dos profissionais de engenharia e tecnologia, aproveitando a estrutura do Confea, dos Conselhos Regionais de Engenharia (Creas), do IBGE e do Ipea. O mapeamento vai permitir montar um perfil dos engenheiros com registro nos conselhos. Serão levantados dados como: formação profissional, prática de exercício da profissão, experiência, nível de especialização e se trabalha atualmente na área.
A partir do censo será identificada a carência de mão de obra e como podem ser supridas as necessidades do mercado. “Hoje, assistimos a entrada de profissionais estrangeiros porque nos países de origem não têm emprego”, diz Melo. Segundo dados do Confea, em 2010 triplicou o registro de profissionais estrangeiros no país, de 115 processos anuais para cerca de 400.
Além da demanda quantitativa existe a falta de qualificação na mão de obra local. O presidente do Confea defende que o censo sirva de base para montar cursos de capacitação e atualização dos profissionais da área de tecnologia com a participação das universidades, escolas técnicas e das empresas. Em sua opinião, o governo deveria firmar convênios de mão dupla com esses países, para trazer cérebros que possam melhorar o nível de conhecimento.

Carência nos estados

A carência de profissionais da área de tecnologia é sentida em todos os estados. Em Pernambuco, o estrangulamento é maior por conta das obras de construção civil que pipocam na região de Suape e nos municípios do interior, como a ferrovia Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco. Segundo levantamento do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-PE), existe um déficit anual de 3 mil profissionais. Para atender a demanda do pais, seria necessária a formação de 40 mil engenheiros por ano.
Com tanta procura a profissão de engenheiro civil está em alta. As oportunidades de trabalho surgem de todos os lados. Formado em 1997 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o engenheiro civil Waldyr Barros de Carvalho, de 56 anos, não tem do que reclamar. Ele conta que ao concluir o curso não havia mercado de trabalho para engenheiros. Vez ou outra prestava serviços para grandes e médias empresas de construção. Decidiu abrir uma empresa para atuar na área de reformas de imóveis.
Há dois meses ele foi contratado para assumir a obra de ampliação da fábrica da Votorantim em Maria Farinha, Paulista. “Hoje, o mercado de trabalho está aquecido, mas os salários ainda podem melhorar por conta de demanda”. Waldyr está conciliando o emprego na construtora com as atividades da empresa. Ele conseguiu a colocação através do banco de talentos do Crea-PE.
“A carência de engenheiros é geral no país, mas em Pernambuco é maior porque o estado se transformou num canteiro de obras”. Constata o presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti. Ele explica que ainda é baixa a procura pelos cursos da área tecnológica nas universidades pernambucanas. A forte pressão do mercado tem puxado os salários dos engenheiros para cima.

Reportagem do Diário de Pernambuco de 03/02/11
Por Rosa Falcão